sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eu sei que o meu REDENTOR VIVE


A oração de Jó é duplamente respondida
Ninguém nesta terra poderia ajudar Jó em coisa nenhuma. Seus amigos, só o acusavam de algo que ele era inocente. Eles, não olhavam com os olhos da fé, não enxergavam além da deformidade daquele corpo largado no chão. Eles não ouviam nada além de suas palavras insensatas e sem sentido. Eles não tinham nada em seus corações, além de acusações injustas. Compaixão não era um sentimento que os movia, e muito menos, misericórdia.

Assim é o homem, não enxerga, não ouve e não fala, nada de proveito, senão for transformado ou direcionado pelo Espírito de Deus. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17:9).

Entretanto, em meio a todas aquelas vozes, em meio a todas as acusações e falta de compaixão, Jó faz uma oração, e pede duas coisas.

Ele diz: “Quem dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro! Que, com pena de ferra e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!” – Jó 19:23,24

É como se ele estivesse querendo que alguém mais, além daqueles “amigos”, inoportunos e incompreensíveis, ouvissem a sua vós. Seu desejo, talvez, fosse que alguém estivesse como que gravando as suas palavras, porque, parecia que ninguém compreendia os seus argumentos.

Mas alguém o ouvia. O ouvia, e compreendia. E não só o compreendia, como providenciou que não somente as suas palavras fossem escritas, mas que todo o acontecimento fosse registrado e soberanamente mantido vivo para nós hoje.

Ele continua em sua oração, nos versos 26 e 27, “Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade se desfalece o coração dentro de mim”

Tremenda oração profética, que vai além da compreensão humana. Pois ele não somente fala de si, como se curado estivesse, mas também, como se antevisse sua ressurreição, em um corpo restaurado, e contemplando a glória de Deus.

Lembrem-se que antes ele confessou saber que o seu Redentor estava vivo e que Ele, por fim, se levantaria sobre a terra. Viria, o seu Redentor, para salvar e resgatar, através de Sua morte e ressurreição todos quantos lhe foram entregues por Seu Pai.

Jó disse que ele veria a Deus, ainda, por si mesmo. Não somente ele O viu, como declarou no capítulo 42, verso 5, “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.”

É claro que ele estava vendo a Deus, de modo espiritual. Pois agora Deus não era só uma história, mas era de fato em sua vida. Ele havia experimentado Deus intimamente.

No entanto, ele sabia que um dia, por causa do seu Redentor, ele haveria de ressuscitar em glória e poderia com seus próprios olhos, contemplar a Deus definitivamente. Que esperança. Essa é a nossa esperança.

O que aprendemos hoje

O que podemos aprender com esta experiência de Jó?

Três coisas maravilhosas. E vamos tomar por base duas passagens extraordinárias: Hebreus 10:38,39 e Habacuque 2:3,4

Aprendemos que:

1. A fé, fixa a sua esperança naquele que está por vir, aguardando a sua manifestação no futuro (Hb 11:1,7,10,13,20,22,27)

2. A fé, aceita o veredito de Deus quanto à justiça (Hb 11:4,7; 12:23)

3. A fé, não retrocede diante do sofrimento (Hb 11:24-26,35-28)

E para finalizar, eu quero que os irmãos abram em 1Pedro 5:6-11.

Essa é a nossa esperança. Nada neste mundo pode nos lançar fora das mãos de Deus. Nem o tão temido, diabo, que está com seus dias contados.

A nossa esperança, nas nossas lutas, em nossos sofrimentos nesta vida, deve repousar no fato real, que o “Nosso Redentor Vive”.

Amém.

Pr. Menga
http://soberanagraca.wordpress.com/2007/06/15/eu-sei-que-o-meu-redentor-vive-j-1925-ltima-parte-pr-menga/

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