sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Famílias Fortes



O mês de dezembro parece trazer à tona alguns sentimentos decorrentes de lembranças guardadas na memória, que para alguns desabrocham como flores perfumadas, e para outros ferem como espinhos venenosos. Esse mês tem a capacidade de fazer sorrir e chorar com mais intensidade...


Vamos partir da tese que a época natalina pode deixar de ser um tempo estressante e superficial, onde muitos se endividam para presentear amigos e familiares; e se tornar um momento ímpar na busca por uma avaliação crítica das nossas vidas, especialmente no que concerne à nossa vida familiar.

Falar de família hoje talvez não soe tão bem quanto soava há cinqüenta anos, principalmente porque vivemos em um tempo onde o casamento tornou-se algo descartável como um copo de plástico. Como conseqüência, constatamos um natural e progressivo enfraquecimento dos núcleos familiares e da sociedade como um todo.

Talvez essas palavras estejam produzindo um nó na garganta de alguns, pois, ou se vêem solitários na vida, ou não conseguem enxergar a própria família como um lugar de amor e graça, mas como um campo minado prestes a explodir.

A Bíblia ensina que precisamos construir as nossas vidas sobre a rocha, isto é, sobre fundamentos firmes, inabaláveis, imutáveis e superiores a qualquer expressão cultural ou filosófica. Deus nos convida a vivermos uma experiência familiar vivificadora, que será totalmente possível se Cristo, A Rocha, tornar-se a base de nossas vidas e dos nossos relacionamentos.

Em certo parque nacional americano, existe uma espécie de árvore chamada sequóia. Dentre as sequóias desse parque, há uma placa no tronco de uma delas que diz: “O Casal Fiel”. Na realidade, essa árvore específica originou-se da junção de duas outras. Há 1.500 anos, duas sequóias germinaram juntas a quatro metros uma da outra. Após cerca de 800 anos, seus troncos chegaram tão perto que se tocaram, e começaram a entrelaçarem-se.

O que é mais interessante nessa junção é que cerca de quinze metros do chão, as duas árvores reaparecem separadas.

O que será que podemos aprender dessa lição da natureza?

Segundo Dennis e Bárbara Rainey, em um dos seus livros, essa árvore é um símbolo perfeito de uma família santificada. Os membros se fundiram, como se fossem um só, sem perder a identidade individual. À medida que eles crescem em seu relacionamento com Deus, eles se juntam e se tornam capazes de resistir às tempestades da vida, porque estão unidos.

Jesus veio para que tivéssemos vida e vida em abundância. Ele deseja que nossas famílias sejam fontes de vida, de alegria, de companheirismo, de serviço, de graça, de paz e de amor.

Isso não é algo utópico, nem mitológico, como as renas voadoras do Papai Noel. Uma família feliz é algo possível, é um sonho que pode se transformar em realidade, desde que o Senhor venha a ser o centro da nossa existência.

Que tal usar esse final de ano para pedir perdão a alguém da família que você magoou? Que tal dizer aos seus filhos que você os ama? Que tal abraçar o seu cônjuge e dizer que o Cristo de Deus pode mudar o casamento de vocês?

Finalmente, ao reunir a família em torno da ceia de Natal, lembre-se de convidar o aniversariante, o verdadeiro dono da festa, para estar presente.

Graça e Paz!

Pr.Sérgio Queiroz

http://www.cidadeviva.org/index.php?option=com_content&task=view&id=417&Itemid=128

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