terça-feira, 5 de julho de 2011

Sou de Fato regenerado? – John Stott




O sinal indispensável

Em uma de suas reuniões para o chá semanal, alguém perguntou a Simeon: (Charles Simeon 1758-1836) "Que característica o senhor considera a principal marca da regeneração?". Essa foi uma pergunta investigativa. Com a atual popularidade do "movimento do novo nascimento", uma pessoa pode chegar a imaginar como a média dos cristãos evangélicos responderia a essa pergunta hoje.

Esta foi a resposta de Simeon: "O primeiro sinal indispensável é a aversão e a repugnância a si mesmo. Nada aquém disso pode ser considerado como evidência de mudança real... Gostaria de ver mais entre nós esse espírito contrito, humilde e quebrantado. Esse é o espírito que pertence aos pecadores que condenaram a si mesmos... O sentar-se no pó é algo que agrada muito a Deus... Se eu puder estar com o cristão cujo coração está quebrantado, prefiro estar com ele a com todo o resto... Se eu estivesse lhe dizendo as minhas últimas palavras em vida, não lhe diria nada diferente do que acabei de dizer. Tente viver nesse espírito em que você sente repugnância por si mesmo e deixe que ele, habitualmente, marque sua vida e sua conduta".

"Aversão a si mesmo", "condenação de si mesmo", "repugnância a si mesmo". Essas palavras ofendem os ouvidos modernos. A mania contemporânea é a busca de uma auto-imagem superior e melhor. Somos exortados, de todos os lados, a amar a nós mesmos, perdoar-nos, respeitar-nos e afirmar-nos. E, certamente, como em todas as heresias, há alguns elementos de verdade nisso. Pois devemos, cheios de gratidão, firmar-nos como criaturas feitas à imagem de Deus e como filhos de Deus redimidos por Cristo em quem o Espírito habita. Devemos regozijar-nos grandemente por essa misericórdia de Deus, nosso Criador e Salvador, e há muitos conselhos quanto a essa alegria nos sermões de Simeon.

Uma coisa, porém, é regozijar-nos em Deus, e outra é regozijar-nos em nós mesmos. O gabar-se de si mesmo e a adoração a Deus são mutuamente incompatíveis. Aqueles que se têm em alta consideração sempre têm uma visão inferior de Deus.

http://www.josemarbessa.com

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