quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mestre, o Mar Se Revolta






Mestre, o mar se revolta
As ondas nos dão pavor:
O céu se reveste de trevas:
Não temos um Salvador!
Não se te dá que morramos?
Podes assim dormir.
Se a cada momento nos vemos,
Sim, prestes a submergir?


- "As ondas atendem ao meu mandar:
Sossegai!
Seja o encapelado mar
A ira dos homens, o gênio do mal:
Tais águas não podem a nau tragar,
Que leva o Senhor, Rei do Céu e mar,
Pois todos ouvem o meu mandar:
Sossegai! - sossegai!
Convosco estou para vos salvar:
Sim, sossegai!"


- Mestre, quão grande tristeza
me quer hoje consumir.
E a dor que perturba minha alma,
Te implora "Vem me acudir!"
De ondas do mal que me encobrem,
Quem me fará sair?
Pereço, pereço, oh Mestre
Te rogo: vem me acudir!


- Mestre, chegou a bonança,
Em paz vejo o céu e o mar!
O meu coração goza calma
Que não poderá findar.
Fica comigo, oh! meu Mestre,
Dono da Terra e Céu,
E assim chegarei bem seguro
Ao porto, destino meu.









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