sábado, 30 de abril de 2011

Judeus e Gentios - Condenados!! - Série Romanos - Vídeo nº 02

Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;

No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.
Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;
E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas...

Vigiai!! - John Owen

"Vigiai". Consideraremos especificamente certas ocasiões nas quais corremos o risco de "entrar na tentação".

1. Prosperidade externa incomum

Um período de prosperidade externa incomum geralmente é acompanhado por uma hora de tentação. A prosperidade e a tentação andam juntas. De fato, a prosperidade por si mesma já é uma tentação, ou, talvez, muitas tentações. A não ser que Deus conceda um suprimento C especial da Sua graça, ela é uma tentação de duas maneiras. Irá, com certeza, prover a oportunidade para os desejos pecaminosos do homem; e o diabo sabe como se valer dela para obter vantagem.

Em Provérbios 1:32 lemos que "a prosperidade do loucos os destruirá". A prosperidade os endurece no seu caminho. Leva-os a desprezar a instrução e a advertência. Qualquer pensamento sobre o dia do ajuste de contas (que deveria influênciá-los a corrigir suas vidas) é descartado. Sem a ajuda especial da graça de Deus, a prosperidade pode ter uma influência devastadora nos cristãos. Este é o argumento de Agur, que ora contra as riquezas, por causa das tentações que as acompanham (Prov. 30:8,9). Isto é o que de fato aconteceu com Israel. "Depois eles se fartaram em proporção do seu pasto, estando fartos, ensoberbeceu-se o seu coração; por isso se esqueceram de mim" (Oséias 13:6). Esse é o próprio perigo de que o Senhor advertiu os israelitas no sentido de se precaverem contra ele  (Deuteronômio, capítulo 8, especialmente os versículos 12-14).

O cristão pode regozijar-se na prosperidade (Ecl. 7:14), mas nunca deve esquecer que a prosperidade traz perigos reais que precisam ser objeto de vigilância e oração. Pensemos por alguns momentos em alguns desses perigos.

a)      Na prosperidade nossa vida cristã corre o risco de perder sua realidade interior. Isso, como já observamos no capítulo seis, pode deixar a alma vulnerável a muitos tipos de tentações poderosas.

b)      Na prosperidade corremos o risco de nos satisfazermos e nos deleitarmos demais nos confortos desta vida. Tal satisfação e deleite já foi adequadamente descrita como "o veneno da alma".

c)       A prosperidade pode nos tornar duros e insensíveis na nossa vida cristã. Se não nos guardarmos contra isso, ela nos fará uma presa fácil do engano do pecado e propensos a cair nas ciladas de satanás.

Em tempos de prosperidade seja grato a Deus mas esteja alerta aos seus perigos e se dedique a "vigiar e orar". O fracasso em proceder desta maneira tem levado muitos santos a caírem. A sabedoria exige que aprendamos de suas tristes experiências. Feliz é o homem que sempre teme, e que procede assim de modo especial nos tempos de prosperidade.

2. Um estado espiritual de dormência

Como já foi assinalado previamente (no capítulo seis), se você negligenciar a comunhão com Deus e se tornar formal no exercício dos deveres cristãos, o perigo jaz à porta. Esta é uma hora na qual a vigilância é necessária.

Se você estiver nesse estado, desperte e esteja atento. O seu inimigo está por perto. Você corre o risco de cair numa condição espiritual da qual se arrependerá pelo resto da sua vida. Este estado já é ruim por si só, mas se constitui numa advertência de que um estado pior poderá advir. No Getsêmane, os discípulos estiveram física e espiritualmente dormentes. O que foi que Jesus lhes disse? "Vigiai e orai para que não entreis em tentação". Sabemos como um deles estava bem perto de uma hora amarga de tentação. Ele entrou imediatamente nela por não Ter vigiado como deveria ter feito.

A amada, em Cantares de Salomão 5:2-8 estava sonolenta e não queria se levantar e abrir a porta para o seu amado. Quando, afinal, se levantou, seu amado já havia se retirado. Foi só depois de muita tristeza e dor que ela o encontrou novamente. Da mesma maneira, os cristãos podem estar sonolentos espiritualmente e indispostos a acordar para uma comunhão ativa. com Cristo. Estarão propensos a trazer sobre si dor de cabeça e sofrimentos. Em muitos casos o cristão não consegue recuperar plenamente, a vitalidade de que em outras ocasiões desfrutou.

Aquela noite em que "Davi se levantou de sua cama" (2 Samuel 11:1 e ss.) foi uma noite de dormência espiritual para Davi e ele nunca se recuperou completamente da queda que resultou daquilo. Essa parte trágica da história de Davi é relatada para nos advertir. Deve nos despertar para um auto-exame em oração.

Algumas questões para auto-exame

i) Que benefícios você está auferindo da sua leitura das Escrituras? Está aproveitando tanto quanto costumava? Exteriormente, pessoas poderão não notar nenhuma diferença, mas seus devocionais estariam levando-o a experimentar maior comunhão com Deus?

ii) Seu zelo se esfriou? Pode ser que ainda esteja praticando as mesmas obras de antes; porem, estaria seu coração aquecido pelo amor de Deus? Praticar essas obras ainda aquece espiritualmente seu coração, como o fazia no princípio? (Apoc. 2:2-4).

iii) Você estaria se tornando negligente nos deveres da oração e de ouvir a Palavra de Deus? Talvez ainda esteja observando esses deveres; mas os cumpre com o mesmo entusiasmo e vigor de outrora? (veja Luc. 8:18; Rom. 12:12c).

 iv) Estaria se cansando da vida cristã? Se ainda mantém o mesmo ritmo, qual é o motivo para assim proceder? Acaso você deseja secretamente que não fosse um caminho tão estreito (2 Cor. 4:16-18; 5; 14,15)?

v) Seu amor e seu prazer junto com o povo de Deus estariam diminuindo ou esfriando? Seu amor por ele estaria se transformando de um amor fraternal para um amor carnal? Fundamenta-se nas coisas que você aprecia nele ou nos benefícios da sua amizade ao invés de ser na semelhança dele com Cristo (1 Tess. 4:9,10; 1 Ped. 1:22; 3:8)?

Nas suas respostas a estas perguntas despontam razões que o levam a se preocupar? Nesse caso é hora de despertar da sonolência antes que caia numa tentação que o incapacitará espiritualmente para o resto da sua vida.

3. Grande gozo espiritual

Tempos de grande gozo espiritual podem se transformar em tempos de tentações perigosas pela malícia de satanás e a fraqueza de nossos corações. Paulo sabia disso. Logo que havia recebido uma revelação gloriosa de Deus foi esbofeteado por um mensageiro de satanás (2 Cor. 12:1-9). Os três discípulos no Monte da Transfiguração conheciam isso. Pedro disse: "Senhor, bom é estarmos aqui". Logo depois, ao descerem do monte foram confrontados com possessão demoníaca e se deparam com representantes de uma "geração incrédula e perversa" (Mat. 17:4; 17:14-17). Jesus, Ele mesmo experimentou isso. Quando foi batizado ouviu uma voz do céu dizendo: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo". Em seguida, lemos: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo" (Mat.3:17;4:l).

O diabo sabe que podemos estar tão cheios de gozo que nos descuidamos e não vigiamos quando ele se aproxima. Ele se aproveita dessa oportunidade para tirar vantagens. Se Deus abençoar você com gozo espiritual, regozije-se. Todavia não diga: "jamais serei abalado", porque não sabe quando Deus esconderá Sua face de você, ou enviará um mensageiro de satanás para esbofeteá-lo. Quando vivemos tempos de grandes bênçãos espirituais precisamos estar muito vigilantes, pois a benção pode ser transformada numa maldição.

Outro ponto importante sobre as bênçãos espirituais precisa ser destacado. Há genuínas bênçãos espirituais que devem ser ardentemente desejadas; entretanto não podemos nos esquecer de que às vezes as pessoas podem se enganar, pensando que estão cheias com o sentimento do amor de Deus por elas quando isso é apenas sua própria imaginação. A que calamidade pode uma experiência falsa nos conduzir! Se alguém se ufanar de tais experiências do amor de Deus enchendo a sua alma e, no entanto, viver como uma pessoa mundana, está auto-enganado e correndo o risco de um engano ainda maior.

4. Auto-confiança

A tentação geralmente está por perto quando alguém está cheio de auto-confiança. Pedro nos deu uma ilustração dolorosa disso quando se ufanou: "Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei... Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei" (Mat. 26:33,35). Foi muito pouco tempo depois destas palavras que Pedro fez o que havia dito que nunca faria - e chorou amargamente por isso. Deus usou essa queda de Pedro para ensiná-lo (e a nós) a tolice de confiarmos em nós mesmos.

O mundo está cheio de tentações e de ensinos falsos. Há pessoas tão tolas que, se sentindo auto-confiantes, julgam que nunca cairiam nessas tentações, mesmo que todos os outros caíssem. Não sejamos como elas! O apóstolo diz: "Não te ensoberbeças, mas teme... aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia" (Rom. 11:20; 1 Cor. 10:12). Se formos sábios, não confiaremos em nós mesmos, mas colocaremos toda nossa confiança no poder preservador de Deus.

A primeira coisa sobre a vigilância é saber sobre o que estamos vigiando. Estamos de olho nos tempos perigosos, nos quais estamos mais propensos a entrar em tentação. Dessa maneira, estando alertas para os perigos, estaremos melhor preparados para lidar com eles.

Não me Desampares - C H Spurgeon


Não me Desampares, SENHOR (Salmos 38.21)

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John Owen - Fecundidade em meio a Pressão - John Piper

O que começou a me impressionar, à medida que aprendia quão pública e quão administrativamente carregada era a vida de Owen, foi que ele era capaz de continuar estudando e escrevendo, a despeito de tudo, e em parte por causa de tudo.

Em Oxford, Owen era responsável pelos serviços de adoração, pois a Igreja de Cristo era uma catedral, bem como uma faculdade, e ele era o pregador. Ele era responsável pela escolha de estudantes, a nomeação de capelães, a provisão de facilidades tutoriais, a administração de disciplina, a supervisão da propriedade, a cobrança de aluguéis e dízimos, a doação de possessões e o cuidado dos carentes no hospital da igreja, mas o seu objetivo principal, em toda a sua vida, diz Peter Toon, era “estabelecer a vida inteira da Faculdade sobre a Palavra de Deus”.

Sua vida era simplesmente sobrepujada pela pressão. Eu não posso imaginar que tipo de vida familiar ele tinha, e durante o tempo em que suas crianças estavam morrendo (sabemos que pelo menos dois filhos morreram na praga de 1655). Quando ele terminou seus deveres como Vice-Chanceler, ele disse na conclusão do seu discurso, Os labores têm sido inumeráveis; além de submeterem a enormes gastos, frequentemente quando trazido à beira da morte por sua causa, tenho odiado estes membros e este corpo débil com o qual estava pronto a abandonar minha mente; as censuras dos plebeus têm sido indiferentes; a inveja dos outros tem sido sobrepujada: nestas circunstâncias eu desejo a vocês toda prosperidade e dou adeus.

A despeito de toda esta pressão administrativa, e até mesmo hostilidade, por causa de seu compromisso com a piedade e com a causa Puritana, ele estava constantemente estudando e escrevendo, provavelmente até tarde da noite, em vez de dormir. Isto mostra quão preocupado ele era com a fidelidade doutrinária às Escrituras. Peter Toon lista 22 obras publicadas durantes estes anos. Por exemplo, ele publicou sua defesa da Perseverança dos Santos em 1654. Ele viu um homem chamado John Goodwin espalhando erro sobre esta doutrina e sentiu-se constrangido, mesmo com todos os seus outros deveres, a respondê-lo – com 666 páginas! Este livro preenche todo o volume 11 em suas Works. E ele não escrevia felpas que desapareciam durante a noite. Um biógrafo dele disse que este livro é “a vindicação mais magistral da perseverança dos santos na língua inglesa”.

Durante estes anos administrativos ele escreveu também Of the Mortification of Sin in Believers [Sobre a Mortificação do Pecado nos Crentes] (1656), Of Communion with God[Sobre a Comunhão com Deus] (1657), Of Temptation: The Nature and Power of It [Sobre a tentação: A Natureza e o Poder dela] (1658). O que é impressionante sobre estes livros é que eles são o que poderia ser chamado de intensamente pessoais e em muitos lugares muito suaves. Assim, ele não estava apenas lutando batalhas doutrinárias; ele estava lutando contra o pecado e a tentação. E ele não estava apenas lutando, ele estava tentando encorajar uma profunda comunhão com Deus em seus estudantes.

Ele foi aliviado dos seus deveres de Deão em 1660 (tendo renunciado a Vice-Chancelaria em 1657). Cromwell tinha morrido em 1658. A monarquia com Charles II estava de volta. O Ato da Uniformidade, que removeu 2.000 Puritanos dos seus púlpitos, estava às portas (1662). Os dias seguintes para Owen, agora, não seriam os grandes dias políticos e acadêmicos dos últimos 14 anos. Ele era agora, de 1660 até sua morte em 1693, um tipo de pastor fugitivo em Londres.

Durante estes anos ele se tornou o que alguns têm chamado de o “Atlas e o Patriarca da Independência”. Ele se tornou persuadido de que a forma Congregacional de governo era mais bíblica. Ele foi o principal porta-voz desta ala da Não-conformidade, e escreveu extensivamente para defender a visão.

Mas, ainda mais significante, ele foi o principal porta-voz da tolerância, tanto da forma Presbiteriana como Episcopal. Mesmo enquanto em Oxford, ele tinha a autoridade para acabar com a adoração Anglicana, mas ele permitiu um grupo de Episcopais adorar em salas do outro lado dos seus próprios quartos. Ele escreveu numerosos tratados e livros pedindo a tolerância dentro da Ortodoxia. Por exemplo, em 1667 ele escreveu (em in Indulgence and Toleration Considered [Indulgência e Tolerância Consideradas]):

Parece que somos um dos primeiros que, em algum lugar no mundo, desde a fundação deste, pensou em arruinar e destruir pessoas da mesma religião que a nossa, meramente pela escolha de algumas formas peculiares nesta religião.

Suas idéias de tolerância eram tão significantes que elas tiveram uma larga influência sobre William Penn, o Quaker e fundador de Pensilvânia, que foi um estudante de Owen. E é significante para mim, como um Batista, que ele tenha escrito em 1669, com vários outros pastores, uma carta de interesse para o governador e congregacionalistas de Massachusetts, suplicando-lhes para não perseguir os Batistas.


Ministério Pastoral

Durante estes 23 anos após 1660, Owen foi um pastor. Por causa da situação política, ele não era sempre capaz de estar num único lugar e com o seu povo, mas ele parecia carregá-los em seu coração, mesmo quando viajava de um lugar para outro. Perto do fim de sua vida, ele escreveu ao seu rebanho, “Embora esteja ausente de vocês em corpo, estou em mente, afeição e espírito presente com vocês, e em suas assembléias; pois espero que vocês sejam minha coroa e regozijo no dia do Senhor”.

Não somente isto; ele ativamente aconselhou e fez planos para o cuidado deles em sua ausência. Ele aconselhou-lhes em uma carta com palavras que são maravilhosamente relevantes para a luta do cuidado pastoral em nossas igrejas hoje: Rogo-vos que ouçam uma palavra de aviso em caso de aumento de perseguições, que provavelmente acontece por um período de tempo indefinido. Eu desejaria, visto que vocês não têm presbíteros regentes, e seus professores não podem passear publicamente com segurança, que vocês apontassem alguém entre vocês mesmos, que possa continuamente, à medida que suas ocasiões admitam, ir de casa em casa e se aplicarem peculiarmente aos fracos, tentados e temerosos, àqueles que estão prontos a se desesperar ou a parar, para encorajá-los no Senhor. Escolham para este fim aqueles que possuem um espírito de coragem e fortaleza; e deixe-os saber que eles são felizes, a quem Cristo honrará com Sua bendita obra. Eu desejo que as pessoas desse grupo sejam homens fiéis, e conheçam o estado da igreja; através disto vocês saberão qual é a estrutura dos membros da igreja, que será uma grande direção para vocês, mesmo em suas orações.

Sob circunstâncias normais Owen cria e ensinava que, “O primeiro é principal dever de um pastor é alimentar o rebanho pela diligente pregação da Palavra”. Ele apontava para Jeremias 3:15 e o propósito de Deus de “dar à Sua igreja pastores segundo o seu próprio coração, que os apascentariam com conhecimento e entendimento”. Ele mostrava que o cuidado da pregação do evangelho foi confiado a Pedro, e através dele, a todos os verdadeiros pastores da igreja, sob o nome de “apascentar” (João 21.15,16). Ele citava Atos 6 e a decisão dos apóstolos de se livrarem de todas as incumbências que haviam sido dadas a eles, para se dedicarem inteiramente à palavra e à oração. Ele se referia à 1 Timóteo 5.17 para demonstrar que é obrigação do pastor “trabalhar na palavra e na doutrina”, e à Atos 20.28 onde os responsáveis pelo rebanho devem apascentá-los com a Palavra.

E então, ele diz: “Não é requerido apenas que ele pregue agora e então descanse; mas que ele deixe todos os outros trabalhos, mesmo permitidos, todas as outras atividades na igreja, cuja uma constante atenção à elas o distrairia do seu trabalho, ao qual ele se entregou... Sem isto, nenhum homem será capaz de prestar contas do seu trabalho pastoral de uma maneira agradável no último dia”. Acho que seria justo dizer que Owen atendeu plenamente este desafio durante aqueles anos, sempre que a situação política o permitiu.

Owen e Bunyan

Não está claro para mim porque alguns puritanos naquela época estavam na prisão, e outros, como Owen, não. Parte da explicação é o quão abertamente eles pregavam. Parte é que Owen foi uma figura nacional com conexões com os altos cargos. Outra parte é que a perseguição não foi nacionalmente uniforme, mas alguns oficiais locais eram mais rigorosos do que outros.

Mas não importa a explicação disso, é notável o relacionamento que John Owen teve nestes anos com John Bunyan, que gastou muitos deles na prisão. Uma história conta que o Rei Charles II perguntou a Owen certa vez por que ele se importava em ouvir a pregação de um “funileiro” sem educação como Bunyan. Owen respondeu “Pudesse eu possuir a habilidade para pregar deste funileiro, vossa majestade, alegremente abriria mão de todo o meu aprendizado”.

Uma das melhores ilustrações da face sorridente de Deus por trás de uma providência carrancuda é a história de como Owen falhou em ajudar Bunyan a sair da prisão.

Repetidamente quando Bunyan estava na prisão, Owen lutou por sua libertação com todas as forças que ele podia usar. Mas não foi possível. Porém, quando John Bunyan foi libertado em 1676, trouxe consigo um manuscrito “de uma dignidade e importância que quase não podia ser compreendida”. De fato, Owen encontrou-se com Bunyan e o recomendou a seu editor, Nathaniel Ponder.

A parceria deu certo e o livro muito provavelmente, depois da Bíblia, é o mais publicado no mundo – tudo porque Owen falhou em suas tentativas de libertar Bunyan, e porque ele obteve sucesso em encontrar-lhe um editor. A lição: “Não julge o Senhor com débil entendimento, Mas confie nele para sua graça. Por trás de uma providência carrancuda, Ele oculta uma face sorridente”.

Morte

Owen morreu em 24 de Agosto de 1683. Ele foi enterrado em 4 de Setembro, no Bunhill Fields, Londres, onde cinco anos mais tarde o Pensador e “Imortal Sonhador da Prisão de Bedford” seria enterrado com ele. Foi decidido que os dois descansassem unidos, após o longo trabalho do Gigante Congregacional pela causa da tolerância dos batistas pobres na Inglaterra e na Nova Inglaterra.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Humildade! - Jonathan Edwards (1703 -1758)

Humildade deve ser definida como um hábito da mente e coração correspondente à nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus, ou um senso de nossa própria miséria à Sua vista, com a disposição de um comportamento que corresponda a isto...

Santidade! - Jonathan Edwards - 1703 - 1758

Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentar" em particular. (1) Em Deus, o amor por si mesmo e o amor do público não devem ser diferençados, como no caso do homem, pois o ser de Deus compreende todas as coisas...

O Mel ainda está na Flor – John Owen (1616 – 1683)



O Pai nos amou, e "nos escolheu antes da fundação do mundo", mas na dispensação desse amor  Ele "nos abençoou  com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais   em Cristo" (Ef. 1:3,4)

De seu amor, verte  ou derrama o Espírito Santo sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, (Tit. 3:6).  No derramar do seu amor não há uma gota que caia sobre nós além ou fora  do Senhor Jesus Cristo.

O azeite da santa unção era todo derramado sobre a cabeça de Arão, (Sl. 133:2), e daí caía sobre a orla da sua roupa. O amor é primeiramente derramado sobre Cristo, e dEle o amor cai como o orvalho do Hermon para as almas dos seus santos.

O pai deseja que Ele (Cristo) tenha "em todas as coisas a preeminência" (Colossenses 1:18), "Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,", (versículo 19), que " e todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.,"(João 1:16).

Embora o propósito do amor  do Pai e Sua  boa vontade ter  origem e fundamento na Sua soberana graça, o desígnio da sua realização está somente em Cristo.Todos os seus frutos são dados primeiro a Ele, e é nEle somente que o amor é dispensado a nós.

Assim que, embora os santos possam ver um oceano infinito de amor por eles no seio do Pai, não podem usufruir de uma única gota dele (desse amor) a não ser a que flui através de Cristo.

Ele é o único meio de comunicação. O amor do Pai é como o mel que ainda está na flor; deve ser removido dela antes que possamos prová-lo. Cristo deve extrair e preparar este mel para nós. Ele extrai essa água da fonte através da união e dispensação da Sua plenitude, (que pela fé nós temos) a partir das fontes de salvação que estão nEle.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

JESUS VIVE - VOZ DA VERDADE


Ele Ressucitou

Salmos 8

Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus.
Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o inimigo que busca vingança.
Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste,
pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?
Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra.
Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste:
Todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens,
as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares.
Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!

Abraão e Isaac

Salmos 140

[Salmo de Davi para o músico-mor]

Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento,
Que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra.
Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. (Selá.)
Guarda-me, ó SENHOR, das mãos do ímpio; guarda-me do homem violento; os quais se propuseram transtornar os meus passos.
Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho; armaram-me laços corrediços. (Selá.)
Eu disse ao SENHOR: Tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó SENHOR.
O DEUS o Senhor, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha.
Não concedas, ó SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não promovas o seu mau propósito, para que não se exalte. (Selá.)
Quanto à cabeça dos que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.
Caiam sobre eles brasas vivas; sejam lançados no fogo, em covas profundas, para que se não tornem a levantar.
Não terá firmeza na terra o homem de má língua; o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado.
Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado.
Assim os justos louvarão o teu nome; os retos habitarão na tua presença.

Rei das Nações

Grandes são as tuas obras,
Senhor todo-poderoso;
Justos e verdadeiros
são os teu caminhos.

Ó, Rei das nações,
Quem não temerá?
Quem não glorificará teu nome?
Ó Rei das nações,
Quem não te louvará?
Pois só teu nome é santo.

Todas as nações virão
E adorarão diante de ti,
Pois os teu atos de justiça
se fizeram manifestos.

Tu és Fiel Senhor


Tu ÉS fiel Senhor
Meu Pai Celeste pleno poder
aos Teus filhos darás
nunca Mudaste, Tu nunca Faltaste
tal como Eras Tu sempre Serás.

Tu ÉS fiel Senhor
Tu ÉS fiel senhor
dia apos dia com bênçãos sem fim.
Tua mercê me sustenta e me guarda.
Tu és Fiel Senhor, Fiel a mim.

Flores e frutos
montanhas e mares
sol, lua, estrela no céu a brilhar
tudo Criaste na terra e no ares
todo o universo vem pois Te louvar

Tu ÉS fiel Senhor
Tu ÉS fiel Senhor dia apos dia com bênçãos sem fim
Tua mercê me sustenta e me guarda Tu ES Fiel Senhor
Fiel a mim

Pleno perdão Tu dás,
Paz, segurança
Cada momento me guias Senhor
E no porvir
Oh que doce esperança
Desfrutarei do Teu rico favor.

sábado, 23 de abril de 2011

50 Razões Porque Jesus veio morrer - John Piper

Um pequeno estudo sobre a paixão de Cristo. 
Tirado do livro do Pr. John Piper, The Passion of Christ – 50 Reasons Why He Came to Die.


Neste livro, John Piper reuniu a partir do Novo Testamento cinquenta razões por trás da crucificação de Cristo: 


A questão mais importante do século XXI é: Por que Jesus Cristo sofreu tanto? Mas nós nunca veremos essa importância se nós não irmos além da causa humana para a morte de Cristo. A resposta definitiva à pergunta: Quem  crucificou Jesus? é a seguinte: Deus crucificou Jesus. Esse é um pensamento desconcertante para muitos. Jesus era a seu filho. E o sofrimento era insuperável. Mas toda a mensagem da Bíblia leva a esta conclusão. 

01. Para absorver a ira de Deus (Gálatas 3:13; Romanos 3:25; 1 João 4:10)
02. Para agradar ao Pai Celeste (Isaías 53:10; Efésios 5:2)
03. Para aprender a obediência e ser aperfeiçoado (Hebreus 5:8; Hebreus 2:10)
04. Para alcançar seu própria ressurreição dos mortos (Hebreus 13:20-21)
05. Para mostrar a riqueza do amor de Deus e graça para os pecadores (Romanos 5:7-8; Efésios 1:7)
06. Para mostrar seu próprio amor para conosco (Efésios 5:2; Efésios 5:25; Gálatas 2:20)
07. Para cancelar as exigências legais da lei contra nós (Colossenses 2:13)
08. Para tornar-se um resgate por muitos (Marcos 10:45)
09. Para o perdão dos nossos pecados (Efésios 1:7; Mateus 26:28)
10. Para fornecer a base para nossa justificação (Romanos 5:9; Romanos 3:24; Romanos 3:28)
11. Para completar a obediência que se torna nossa Justiça (Filipenses 2:8; Romanos 5:19; 2 Corintios 5:21; Filipenses 3:9; Romanos 8:34)
12. Para tirar a nossa condenação (Romanos 8:34)
13. Para abolir a circuncisão e rituais como a base da salvação (Gálatas 5:11; Gálatas 6:12)
14. Para nos trazer a fé e nos manter fiéis (Marcos 14:24; Jeremias 32:40)
15. Para nos fazer santos, inocentes, e perfeitos (Hebreus 10:14; Colossenses 1:22; 1 Corintios 5:7)
16. Para nos dar uma consciência limpa (Hebreus 9:14)
17. Para obter para nós todas as coisas que são boas para nós (Romanos 8:32)
18. Para nos curar de doenças físicas e morais (Isaías 53:5; Mateus 8:16-17)
19. Para dar a vida eterna a todos aqueles que nele crêem (João 3:16)
20. Para livra-nos do mal presente era (Gálatas 14)
21. Para nos reconciliar com Deus (Romanos 5:10)
22. Para trazer-nos a Deus (1 Pedro 3:18; Efésios 2:13)
23. Para que possamos pertencer a Ele (Romanos 7:4; 1 Corintios 6:19-20; Atos 20:28)
24. Para nos dar acesso confiante ao Lugar Santíssimo (Hebreus 10:19)
25. Para se tornar para nós o lugar onde encontramos Deus (João 2:19-21) 26. Para trazer o sacerdócio do Antigo Testamento ao fim e se tornar o Sumo e Eterno Sacerdote (Hebreus 7:23-27; Hebreus 9:24-26; Hebreus 10:11-12)
27. Para se tornar um sacerdote simpático e auxiliador (Hebreus 4:15-16)
28. Para nos libertar da futilidade de nossos ancestrais (1 Pedro 1:18-19)
29. Para nos libertar da escravidão do pecado (Hebreus 13:12; Apocalipse 1:5-6)
30. Para que possamos morrer para o pecado e viver para a justiça (1 Pedro 2:24)
31. Para que possamos morrer para a Lei e dar frutos para Deus (Romanos 7:4)
32. Para que possamos viver para Cristo e não para nós mesmos (2 Corintios 5:15)
33. Para fazer a Cruz nosso única vanglória (Gálatas 6:14)
34. Para que possamos viver pela fé nEle (Gálatas 2:20)
35. Para dar ao casamento seu sentido mais profundo (Efésios 5:25)
36. Para criar um povo zeloso por boas obras (Tito 2:14)
37. Para chamar-nos a seguir seu exemplo de humildade e amor sacrificial (1 Pedro 2:19-21; Hebreus 12:3-4; Filipenses 2:5-8)
38. Para criar um grupo de seguidores crucificado (Lucas 9:23; Mateus 10:38)
39. Para nos livrar da escravidão do medo da morte (Hebreus 2:14-15)
40. Para estarmos com ele logo após a morte (1 Coríntios5:10; Filipenses 1:21,23; 2 Corintios 5:8)
41. Para garantir a nossa ressurreição dos mortos (Romanos 6:5; Romanos 8:11; 2 Timóteo 2:11)
42. Para despojar principados e potestades (Colossenses 2:14-15; 1 João 3:8)
43. Para liberar o poder de Deus no Evangelho (1 Corintios 1:18; Romanos 1:16)
44. Para destruir a hostilidade entre as etnias (Efésios 2:14-16)
45. Para resgatas pessoas de toda tribo, língua, povo e nação (Apocalipse 5:9)
46. Para reunir todas as suas ovelhas ao redor do mundo (João 11:51-52; João 10:16)
47. Para nos resgatar do Juízo Final (Hebreus 9:28)
48. Para ganhar a sua alegria ea nossa (Hebreus 12:2)
49. Para que Ele pudesse ser coroado de glória e honra (Hebreus 2:9; Filipenses 2:7-9; Apocalipse 5:12)
50. Para mostrar que o pior mal foi intentado por Deus para o bem (Atos 4:27-28)